2ª Surf Treino Capella 2019

A Associação Suzanense de Surf (A.S.S) em parceria com Nicoboco, Surfinn e a Barca do Surf, realizou nos dias 23 e 24 de novembro a segunda edição do campeonato “Surf Treino Capella 2019”. O evento reuniu participantes de diversas áreas do estado, contando com 10 categorias, entre elas feminino, master e sub 12, mostrando que o surf subiu a serra e tem seus amantes em muitos lugares, e todos desejam estar em apenas um lugar: o Mar. Fazendo jus a este fato foi inclusa a categoria SURF ADAPTADO, onde vimos com muita alegria que na água e em cima de uma prancha somos todos iguais. Confessamos que essa categoria nos alegra o coração, enchem os olhos de amor e a vida de esperança, e nos fez entender que garra e coragem não é para qualquer um.

 

 

"Surfo desde os 6 ou 7 anos de idade, sempre foi parte da minha história. Quando entro na água é como se não houvessem problemas, não me vejo sem o surf, para mim é mais que um esporte, é a extensão da minha vida! O campeonato foi show de bola, estava com meus amigos, me diverti muito e é claro que entrei para ganhar rs, mas a vibe de ajudar e ver a vitória do outro também nos deixa feliz.
O surf adaptado foi lindo, emocionante ver o sorriso deles subindo na prancha, isso não tem preço." Destaca Davi, campeão da categoria master SP

 

Ondas fortes e dia nublado não impediram os competidores de mostrarem confiança e comprometimento, mas acima de tudo se divertirem.
Algo que começou como diversão entre amigos se tornou um evento diretamente de incentivo para aqueles que amam o que fazem, mostrando que o surf é possível, pode e deve ser acessível, trazendo cada vez mais oportunidade de conhecimento do lifestyle verdadeiro e benefícios da prática.

 

 

"Quando cheguei na praia fiquei com medo de não conseguir passar a  arrebentação, as ondas estavam grandes e bem longe no outside, mas entrei, fiquei no inside e rolou boas ondas , estava um pouco nervosa e meus pais não puderam ir me assistir, mas olhar para o lado e ver que estava junto de outras garotas que surfam muito bem, ver a coragem e união de todas me incentivou. Esse é meu segundo campeonato e mesmo não ficando no pódio, estou muito feliz" complementou Laura Bahlis, 16 anos, categoria feminina

 

 

O mar não estava fácil, mas a vontade de evoluir era grande, desde os mais pequenos até quem já tem anos de prática, essa mistura nos faz ver que esse amor é passado por gerações que devem ser incentivadas diariamente, acreditando que podemos ser melhores a cada dia. 

 

 

"Esse ano está sendo bem especial para mim no surf, ano de evolução e aprendizados, uma viagem para El Salvador onde peguei altas e incentivo dos amigos para subir de categoria, comecei a competir esse ano e não imaginava subir tão rápido. Cheguei sem expectativas de levar algo, mas quando entrei no mar, fiz uma reflexão de que todos que estavam lá eram experientes mas precisava mostrar meu diferencial.
A bateria começou, consegui pegar uma esquerda boa, duas rasgadas e uma batida, ganhei confiança, estava difícil voltar para o outside, já sabia que tinha uma onda boa mas precisava de mais uma, consegui uma direita nos últimos segundos, dropei, passei a primeira e na segunda junção dei uma batida e senti que poderia ter dado certo o pódio. Graças a Deus o primeiro lugar veio, como um presente, mais um, pois vou ser pai e espero que ela ou ele venha com muita saúde e quem sabe amando tanto o surf quanto eu" enfatizou Anderson augusto, campeão SP2.

 

O dia contou com muita animação e torcida, banhistas, familiares e amigos se reuniram para prestigiar os atletas, trazendo incentivo e abraços de carinho em um momento tão especial.

"Quando pequeno costumava ir para a Praia com um primo que surfava, lembro que ficava esperando ele sair da água para pegar a prancha. A vida foi passando, me afastei do surf mas nunca o esqueci. Em 2014 ganhei uma prancha do meu pai, peguei firme no esporte, chegando a ir todos os dias para o litoral.
Mesmo inseguro decidi participar do meu primeiro campeonato, que não fui bem, mas em maio peguei a terceira colocação no FSH e pude ver os resultados melhorando. No "Surf Treino Capella", como participante também da SP2, que fui eliminado logo de cara , culpa do Anderson Augusto que levou essa, pois queria tentar subir de categoria, mas concorrendo pela SP1 consegui avançar para as semifinais, porém não esperava que poderia chegar ao pódio, quando chamaram o terceiro lugar, já fiquei feliz em estar entre os dois principais, mas quando me chamaram em primeiro quase não consegui acreditar, foi um momento mágico, uma sensação de missão cumprida! " . Ressalta Douglas Brito, campeão da categoria SP1

 

 

No final do dia o sol apareceu, como um aviso que tudo tinha sido perfeito, fechando com chave de ouro o evento e finalizando mais uma semana com muitas vitórias e alegrias.


Riviera de São Lourenço foi palco para mais uma vez fazer valer a frase "O Surf salva”. De fato ele nos salva como seres humanos, a cada dificuldade superada, aprendendo com o próximo, fazendo novos amigos, apreciando os primeiros passos de uma nova geração no esporte e a felicidade nos olhos mesmo cansados ao fim de uma bateria nos faz acreditar que estamos no caminho certo.

 

 

" Sobre o campeonato só posso dizer que foi incrível, muita vibe, altas ondas! O surf veio para me trazer vida novamente, em 2014 com 44 anos voltei a surfar, era usuário de drogas pesadas, mas graças a isso mudei totalmente minha rotina.
Uso o esporte para resgatar outras pessoas para a sociedade, um trabalho social onde eu organizo uma vez por mês a barca do surf, apenas mais uma ferramenta para falar sobre o amor de Deus, através de algo que tanto amo ."  Completa Valdeci, segundo lugar na categoria iniciante.

 

"Queria agradecer mais uma vez, nossos campeões estão felizes, Adailton está comentando que foi campeão, levantando o dedinho indicador para mostrar o primeiro lugar. Gabi mostrou o troféu até para o atendente do fast food, contou para a família toda e o irmão até chorou. O Gu estava tímido, demorou para acostumar, mas na água durante a bateria, não parava de sorrir. Todos deram o melhor de si, Adailton nem se fale.
É muito difícil o jeito que surfamos juntos, ainda mais com um mar tão agitado, mas ele deu o melhor e chorou três vezes de emoção e felicidade. Todos se esforçaram, são campeões e vocês tornaram isso possível, nos convidando e cobrindo as despesas, adaptando tudo conforme nossas sugestões, realmente um evento inclusivo! Os pais puderam ver que os filhos são capazes, nunca se sentiram tão acolhidos e respeitados (palavra deles). Muito obrigada por tudo! " Agradecimentos de Iara, treinadora dos atletas de surf adaptado.

  • Nov 29, 2019
  • Categoria: Blog
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